
Fim da linha, bubináutas!
Tratar de Publicidade e Propaganda não é tarefa fácil. Apesar da variedade de temas a serem explorados nessa área, foi necessário muito trabalho para filtrar e organizar as informações mais importantes. Tais informações foram postadas aqui, no BUBI, a fim de que os bubináutas pudessem conhecer e apreciar o instigante campo profissional dos publicitários.
No entanto, ao final desse trabalho com o blog, é gratificante a experiência por essa área profissional que envolve ética, dinamismo e, principalmente, criatividade. Tanto nos grandes como nos pequenos anúncios, criatividade é o que não pode faltar na hora de fazer propaganda.
O publicitário deve estar preparado para criar e recriar o novo. Publicidade demanda novidades. Novidades que por aqui transitaram, da plaquinha ao outdoor.
E para o futuro, o ramo publicitário promete várias surpresas. Expectativa é o que não falta, ainda mais nessa onda da digitalização dos meios de comunicação. TV e rádio digitais alicerçam uma nova era das mídias e propõem aos publicitários um novo desafio. Como vender para um público cada vez mais segmentado? Com a digitalização, a propaganda tende a ser mais eficaz por ir de encontro a públicos direcionados? Ou será mais dispersa, considerando as opções de escolha que os meios digitais oferecem ao público?
Perguntas que divergem opiniões e, portanto, neste momento, não cabe ao BUBI polemizar estas questões. Porém, vemos com bons olhos a evolução deste campo profissional, que certamente sinaliza para um futuro repleto de novidades.
Saudações Bubináuticas.

Publicidade pra quê? Publicidade por quê?
A influência e a importância da publicidade nas sociedades atuais
Para os profissionais da área, é freqüente a contradição entre a necessidade social da publicidade e suas conseqüências sociais.
A publicidade é uma instituição social que, embora seus primórdios tenham surgido muito antes, é internamente ligada e indispensável para as sociedade capitalistas. Mas seu surgimento não foi uma "invenção" como de uma mercadoria. Ela nasceu para viabilizar a comunicação entre as organizações e seus mercados e ainda hoje cumpre esse papel.
Publicidade é também uma arte de despertar no público o desejo de compra, levando-o à ação. Cria hábitos e necessidades. A publicidade e os meios de comunicação de massa resultam no cultivo de certos comportamentos e operam um condicionamento ao nível das escolhas comerciais, que fixa o cliente em uma marca e criam um estilo de vida. Todos, mesmo sem querer, sem que percebamos, somos influenciados pela publicidade.
A publicidade usa de recursos da psicologia, determinantes do comportamento humano, para seus produtos. Esses fatores irracionais e inconscientes agem a partir das motivações, dos sentimentos e reações afetivas.
Quando lançam um produto novo, muitas vezes alguns acham que é mais uma mercadoria supérflua para produzir consumo. Embora isso também aconteça, ninguém acha supérfluo o chuveiro elétrico, que para nós, hoje, é uma necessidade. A publicidade pode levar mensagens de bens supérfluos como de bens importantes para o aumento do conforto e bem estar.
Ao mesmo tempo em que a publicidade e a propaganda influenciam milhares de pessoas à votar em determinado candidato sem saberem quem ele é realmente, também, levam as pessoas à conservarem a natureza, não poluir os rios, levam mensagens humanitárias, etc.
Há também a importância econômica da publicidade. Esta visa o alargamento dos mercados e disso decorre um aumento das vendas e conseqüente aumento da produção, o que leva ao aumento da circulação do dinheiro, ao oferecimento de mais empregos e até a redução do custo de produtos.
Alguns ainda podem argumentar que qualquer influência é pernóstica, mas a publicidade tem a sua função social e econômica no capitalismo. O mundo não existe mais sem ela e cabe aos futuros publicitários, saberem utilizá-la, na medida do possível, de acordo com a ética profissional e o bom senso.
Novidades em onde e como anunciar
O mercado publicitário é um setor em grande evolução. Chamar a atenção é essencial para o sucesso de qualquer campanha publicitária. Inovação é a palavra de ordem, é preciso ser original na comunicação da marca e nos meios de divulgação. Quanto mais originais as idéias, maior a quantidade de pedidos às agências inovadoras, já que os anunciantes são os maiores interessados em lucrar com as novidades do setor.
As campanhas são cada vez mais voltadas para públicos-alvo. Não que propagandas com menor abrangência venham substituir a função dos grandes anúncios. Entretanto, a função de anúncios dirigidos a grupos específicos assume gradualmente maior importância no processo de comunicação integrada. Para marcas já reconhecidas é interessante atingir grupos que ainda não usam ou usufruem do produto ou serviço oferecido. Também é importante lembrar que grupos segmentados significam milhares ou milhões de consumidores.
O fator novidade nos meios de divulgação é o grande desafio dos anunciantes: divulgar produtos conservadores e marcas já conhecidas de maneiras e em meios diferentes dos habituais. Os meios eletrônicos, por exemplo, revelaram-se uma faca de dois gumes: veiculam propagandas de maneira muito interativa e inovadora ao mesmo passo que, segundo muitos especialistas, são responsáveis pelo desvio de atenção dos consumidores. Mesmo com esse contra, já existem empresas com mais de 90% dos negócios voltados para a utilização de meios eletrônicos.
A julgar, por exemplo, pela quantidade de processos que veiculam no congresso a cerca dos novos meios de circulação de anúncios seria conveniente acreditar que a propaganda nacional não anda muito bem. No entanto, esse número de processos revela que a criatividade anda em alta no meio publicitário, não só no Brasil mas no mundo inteiro.
Nos meios impressos um exemplo é que há apenas alguns meses nasceu uma das formas mais inovadoras de fazer publicidade: sobre rodas. A empresa Smart Advertising foi a criadora deste meio e tem desde a sua apresentação tido os veículos sempre esgotados. Esta inovadora forma de publicidade consiste em fazer circular carros pequenos e apelativos - começou-se pelos Smarts da Mercedes, mas atualmente a oferta estende-se até aos Mini Coopers e Volkswagens Beetles. No Brasil, após o uso de bicicletas e triciclos para veicular as marcas, os anunciantes agora usam até mesmo pessoas a pé empurrando caixas de som em suportes com rodas.

Outro exemplo atual e muito próximo é que os usuários do metrô de Belo Horizonte foram surpreendidos, durante o mês de novembro, com uma propaganda do Governo Federal que cobre toda a extensão lateral do trem. Não que seja um meio totalmente inovador, mas a propaganda tornou-se eficaz à medida que as pessoas não esperavam encontrá-la onde haviam se habituado a ver uma grande placa de metal. A questão é que as agências que apostam em meios diferentes de veicular as marcas de seus contratantes sobem de conceito no mercado.
Para quem pretende ingressar no campo publicitário é importante lembrar que a imaginação e boas idéias continuam fazendo a diferença para tornar-se um profissional reconhecido. Agora, além de criar boas propagandas é de grande importância saber onde e como veiculá-las. A novidade é um trunfo poderoso para os publicitários.
Quanto custa divulgar?
Post muito interessante, que informa sobre os valores cobrados pelos meios de comunicação para veicularem anúncios. Devido a inserção de tabelas, disponibilizamos uma página especial para facilitar a navegação de vocês, bubináutas. Vale a pena conferir! CLIQUE AQUI
Depois de formado, onde trabalhar?
Pois é esse é o grande dilema dos publicitários hoje em dia. O mercado atual de publicidade não consegue abrir vagas para o alto numero de formandos,e até mesmos eficientes profissionais que estão desempregados. Mas lógico, não se deve desistir e ainda vale a pena correr atrás de um lugar ao sol.
O principal empregador dos publicitários continua sendo as agências publicitárias, porém esse não é o único lugar onde o profissional de publicidade pode trabalhar. Existem outros setores como os veículos de comunicação (jornais, revistas, televisão e rádio), empresas públicas e privadas além ainda de poder trabalhar como "free lancer" ou seguir carreira no magistério. Essas áreas por serem diferentes, exigem também diferentes modos de atuação do publicitário.
Nas agências de publicidade, o publicitário tem que ouvir o que o cliente quer, fazer a pesquisa e o planejamento da campanha analisando o mercado, o público alvo da campanha e o custo da campanha, sempre de acordo com o orçamento autorizado pelo cliente. O publicitário também deve escrever textos e slogans e executar idéias de criação.

Já nos veículos de comunicação, o publicitário tem como função fazer a ligação entre sua empresa e as agências de propaganda, além de também ter que criar campanhas publicitárias. Nas empresas públicas e privadas o publicitário deve fazer a ligação entre empresa, produto e consumidor, e também contratar especialistas em textos e arte para execução de campanhas. Atuando no magistério, o profissional terá que lecionar técnicas de publicidade e propaganda. Já atuando como "free lancer" o publicitário pode fazer campanhas publicitárias sem um vinculo de emprego com a empresa.
Como já foi informado em posts anteriores, o mercado de criação ganhou maior espaço com a entrada da internet e criação de novas agências publicitárias, mas vale lembrar que esse mercado é extremamente exigente e já está saturado, porém sempre existe um lugar para um bom profissional.
Informal? ah, mas nem tanto...
Os bubináutas já viram aqui neste blog muitas das formas de se produzir propaganda. Chegamos agora a uma nova fase de posts, os quais tratarão de questões que quase sempre aparecem nos "bastidores" de Publicidade e Propaganda. E são questões muito relevantes no meio publicitário. O primeiro post dessa nova fase é sobre Legislação da Publicidade. Usufruam, bubináutas.
Talvez este post esteja fugindo da temática do blog, mas cabe a nós informar aos bubináutas e aos nossos futuros publicitários a respeito das normas que regem a profissão. No caso da publicidade a legislação é exercida mais de forma preventiva do que em discussões judiciais, porém o profissional deve estar atento a quais órgãos está subordinado e as principais normas e leis a que está submetido.
A Lei de Direitos Autorais e de Marcas discute a cessão, pelo publicitário ou agência (e também por fotógrafos, designers e editoras, dentre outros), dos direitos de criação da obra publicitária.
A lei Nº4680 dispõe sobre o exercício da profissão de publicitários e de agenciador de propaganda e é regulamentada pelo decreto Nº 57.690.
O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, no capítulo V, seção III, dispõe sobre os direitos do consumidor. O famoso artigo 37 proíbe toda e qualquer publicidade enganosa ou abusiva.
E, finalmente, temos o CONAR - CÓDIGO NACIONAL DE AUTO REGULAMENTAÇÃO PUBLICITÁRIA. É o órgão que atende às denúncias de consumidores, autoridades, dos seus associados ou ainda denúncias formuladas pela própria diretoria. Após a denúncia, seu Conselho de Ética se reúne e resolve se a mesma tem procedência; em caso afirmativo, o Conar recomenda aos veículos midiáticos a suspensão da exibição da peça ou sugere correções/alterações à propaganda, podendo ainda advertir a agência e o anunciante.
Apesar da atuação séria, o
Conar é constante alvo de brincadeira. O site Cocadaboa, conhecido pela irreverência com que trata celebridades e temas em voga na mídia, é um bom exemplo. Fazem uma crítica em tom de chacota, enviando ao Conar um formulário reclamando dos programas religiosos na TV, alegando que eles vendem uma doutrina, portanto se trata de anúncio publicitário. Vale a pena dar uma olhada: clique aqui! Também no site do órgão encontramos muitos processos curiosos, em casos e decisões, como o caso do comercial do guaraná Kuat (aquele do beijo) muito sem noção.E a nossos futuros publicitários resta recomendar que sigam as regras do jogo.
Navegar é divulgar
Muitas vezes, ao navegar na Internet, encontramos pop-ups e banners. Estas propagandas da era digital ora incomodam, ora atraem. Mas como colocar o pop-up certo no site certo? Como saber qual o tipo de propaganda será feita e qual o publico que vai ser atingido. Para que a propaganda tenha maior aceitação na maioria das vezes ela está relacionada ao assunto tratado no site. Por exemplo: um site sobre musica mostrará pop-ups e banners sobre instrumentos musicais e/ou players de música. Ou ainda um site de downloads de programas trará propagandas sobre outros sites de downloads grátis ou pagos.
Essa nova forma de propaganda é bastante interativa, pois com somente um clique se pode alcançar o produto anunciado. Isto facilita a relação entre consumidor e fornecedor eliminando vários intermediários. Além de toda essa interatividade esse novo meio de propaganda mistura tanto recursos de mídia impressa como de mídia em movimento, já que muitos desses banners tem o formato normal de uma propaganda impressa, mas contém também elementos móveis em sua constituição como letras que mudam de lugar, ou mesmo imagens em movimento - animações. Esses recursos são usados para chamar a atenção do usuário do site para que ele se interesse pelo assunto tratado.

Hoje em dia já existe como se bloquear os pop-ups e banners. Resta saber se todos irão aderir a isso ou se a publicidade na Internet ainda terá vida longa.
É caro! Mas compensa

Grandes anúncios, grandes negócios (parte 1)
Mudar o canal de sua televisão durante os comerciais, jogar fora os folhetos que você recebe na rua, desativar pop-ups de páginas da internet, estas são opções que não possuem um correspondente quando o anúncio é feito,por exemplo, através de um outdoor ou da utilização da mídia em ônibus. A gritante presença de tais formas de publicidade em ruas ou estradas nos coage a prestar atenção à mensagem que está sendo passada.
Os outdoors são um meio bastante eficaz para se fazer uma boa publicidade. São constituídos por cartazes colados em estruturas metálicas de, aproximadamente 3 metros de altura por 9 de comprimento. A cada 15 dias são afixados novos cartazes, o que se tornou, de certa forma, um padrão brasileiro desde o final da década de 70. Essa forma de se anunciar possui diversas vantagens, entre elas o estímulo às vendas, ao impactar o cliente próximo do ponto de consumo, além de valorizar a criatividade e ilustrar a paisagem, tornando-se natural no ambiente e adquirindo uma certa legitimidade em certos casos. Assim, o recall (lembrança) é maior.

Grandes anúncios, grandes negócios (parte 2)
A mídia realizada em ônibus é um dos meios mais eficientes, se não o melhor, para anúncios publicitários. Estima-se que a cada quilômetro rodado, a propaganda atinja 25 pessoas. Considerando como aproximadamente 300 km a distância percorrida por cada carro diariamente, aproximadamente 7500 pessoas seriam "alcançadas" neste espaço de tempo. Eis algumas vantagens da mídia em ônibus frente a outras mídias:
- Está em constante movimento, atingindo diversos pontos de um meio urbano, ao contrário das outras, que são estáticas;
- Não há dispersão, ou seja, motoristas de automóveis não precisam desviar sua atenção do trânsito para perceber o anúncio;
- Alta exposição, já que é exibida o dia todo.
O material utilizado para esse tipo de mídia é vinil de excelente durabilidade e seu recall é excelente, possuindo o melhor custo-benefício dos meios comerciais.
Há dois tipos de mídia externa em ônibus: busdoor e backbus.

Busdoor: cobre apenas a parte superior da traseira de um ônibus.

Backbus: cobre toda essa região traseira do veículo, o que permite maior visibilidade ao anúncio. Tanto o outdoor quanto a mídia em ônibus devem possuir características como texto curto, layout e cores vivas para ter um retorno satisfatório.